Como funciona a nota fiscal eletrônica? Tire suas dúvidas agora!

A nota fiscal eletrônica é uma das ferramentas mais importantes para empreendedores e profissionais liberais. Poder emiti-la confere credibilidade ao seu negócio e muita agilidade, já que o processo pode ser feito sem sair de casa.

Neste texto você aprenderá tudo o que precisa saber sobre a nota fiscal eletrônica, as vantagens que ela oferece, e por que integrá-la à contabilidade online.

O que é nota fiscal eletrônica?

De acordo com a Receita Federal, a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) é um documento digital (sem versão em papel), emitido e guardado para documentar, para fins fiscais, operação de venda de mercadorias ou prestação de serviços (NFS-e).

A validade jurídica da NF-e é garantida pela assinatura digital do remetente e pela autorização de uso fornecida pelo Fisco.

Atualmente, a NF-e é usada para documentar a venda de mercadorias ou serviços para pessoas jurídicas, ou seja, um Microempreendedor Individual (MEI) até pode emitir a nota eletrônica, desde que o cliente seja uma PJ.

Como faço para emitir nota fiscal eletrônica?

Para emitir NF-e ou NFS-e é preciso ter um negócio com CNPJ. Pode ser um MEI ou uma empresa maior, como uma micro ou pequena empresa.

Em seguida, é preciso fazer o registro desse negócio na prefeitura (no caso dos serviços) ou na Junta Comercial do Estado (no caso da venda de mercadorias).

Finalmente, a empresa precisa obter um certificado digital. Esse serviço é vendido por diferentes empresas, normalmente em planos anuais. O software devidamente instalado se conecta ao sistema da prefeitura, por exemplo, de modo que o empreendedor posse emitir notas fiscais eletrônicas devidamente certificadas sem sair de casa.

Quais são as vantagens da nota fiscal eletrônica?

A NF-e pode ser emitida inteiramente sem sair de casa. Já em muitas cidades a Nota Fiscal comum precisa ser verificada pessoalmente em um posto de atendimento da prefeitura, por exemplo.

Emitir NF-e também significa reduzir tempo e dinheiro que seriam gastos com papel, tinta e o serviço de motoboys.

As notas fiscais eletrônicas têm ainda a grande vantagem de serem armazenadas digitalmente, sendo mais fácil organizá-las e acessá-las e também estão menos sujeita a erros humanos na hora do preenchimento de dados.

E o mais importante: por serem certificadas digitalmente no momento da emissão, as notas fiscais eletrônicas oferecem grande segurança jurídica para as transações.

Por que integrar a nota fiscal eletrônica à contabilidade online?

As vantagens da nota fiscal eletrônica ficam ainda melhores com a integração delas a um serviço de contabilidade online.

Integração com o financeiro

Como documentam a entrada de receita do negócio, as informações da NF-e podem alimentar automaticamente as planilhas de vendas, as contas a receber e o fluxo de caixa. O administrador terá um retrato mais preciso das operações e da saúde financeira da empresa.

Mais produtividade

Integrar as notas à contabilidade online significa que cada informação só precisa ser produzida uma vez. Em vez de redigitar os dados para cada setor da empresa, basta emitir a nota e o sistema se encarregará do resto.

Cálculo dos impostos

Dá muito trabalho calcular corretamente os impostos, em especial para municípios diferentes do da sede da empresa. Um serviço de contabilidade online pode sugerir automaticamente o preenchimento correto dos impostos devidos a cada transação.

A integração eficiente entre nota fiscal eletrônica e contabilidade online é uma importante vantagem competitiva para os negócios. Significa perder menos tempo preenchendo planilhas e calculando impostos e ter mais possibilidades de investir em oferecer mercadorias e serviços para seus clientes. Além disso, dá ao gestor mais clareza sobre o fluxo de caixa e outras informações financeiras.

E então, este post foi útil para você? Se ficou alguma dúvida ou se existe algum assunto sobre o qual você queira saber, deixe sua sugestão nos comentários!

Tudo o que você precisa saber sobre MEI

Se você trabalha sozinho, de forma autônoma, já deve muitas vezes ter sentido a necessidade de uma formalização maior do seu negócio. Antigamente, era muito comum que profissionais “comprassem” notais fiscais de outros, quando precisavam emitir uma para realizar um trabalho. Isso até a criação do MEI.

Desde 2009, quando essa lei foi sancionada, muitas pessoas puderam empreender e sair da informalidade de uma forma muito mais simples e rápida. Está pensando em se encaixar nessa categoria e não sabe muito bem como funciona? Vamos explicar tudo para você! Acompanhe o artigo e confira!

Você sabe o que é MEI?

O Microempreendedor Individual (MEI) é a regularização de quem trabalha por conta própria. Sendo MEI, você vai ter um CNPJ, o direito de emitir notas fiscais, contribuir para sua aposentadoria e até contratar um funcionário para trabalhar com você (só não pode ser seu cônjuge, o que é proibido por lei).

Em linhas gerais, o MEI não precisa de um contador, embora algumas vezes seja indicado para deixar tudo organizado. Você vai pagar um imposto fixo por mês, de acordo com a sua atividade. Em 2018, os valores mensais são os seguintes:

  • comércio e indústria — R$ 48,70;
  • serviços — R$ 52,70;
  • comércio e serviços — R$ 53,70.

Essa obrigação mensal já inclui o ICMS ou ISS e uma contribuição à Previdência. Por isso, o MEI é isento de pagar tais impostos sobre cada mercadoria vendida ou serviço prestado.

Em caso de atraso no pagamento, a multa será de 0,33% por dia de atraso — limitada a 20% — e os juros serão calculados com base na taxa Selic para títulos federais. O MEI não exige a redação de um contrato social ou de qualquer outro documento adicional.

É importante frisar que o MEI só precisa pagar impostos a partir do mês seguinte ao que teve o primeiro faturamento. Vamos imaginar que você abra seu MEI em julho, mas o primeiro cliente só surja em setembro. Nesse caso, o primeiro boleto será pago em outubro (correspondente a setembro) e, a partir daí, deverá ser pago todos os meses.

O valor do imposto é sempre o mesmo ao longo do ano, independente do faturamento em cada mês.

Quais atividades podem ser exercidas pelo MEI?

Para saber se você pode ser cadastrado como MEI, é preciso analisar sua atividade e seu faturamento. Você pode faturar até R$ 81.000 anuais, ou seja, uma média de R$ 6.750 por mês.

Também é preciso consultar a tabela de atividades que se enquadram no MEI. Você pode registrar uma ocupação principal e até outras 15 secundárias. Por exemplo, um profissional liberal da comunicação poderia escolher, ao mesmo tempo:

  • editor(a) de jornais diários independente;
  • editor(a) de vídeo independente;
  • promotor(a) de eventos independente;
  • professor(a) particular independente.

As profissões regulamentadas não se encaixam no MEI, justamente porque o programa foi desenvolvido para incluir na legalidade profissionais que não tivessem um sindicato de classe para representá-los (e permitir mais arrecadação ao governo desses trabalhadores informais). Porém, é comum hoje em dia que profissionais de formação universitária abram um MEI para trabalhar de forma independente, fora do emprego.

O cadastro também é usado por todo tipo de profissional liberal ou autônomo, como alfaiate, animador de festas, artesão, astrólogo, cabeleireiro, comerciante, diarista, DJ, fotógrafo, guia de turismo, lavadeiro de roupas, maquiador, mecânico, padeiro, sorveteiro, taxista e vendedor ambulante.

Quem não pode abrir um MEI?

Pensionistas e servidores públicos federais em atividade são proibidos de abrir um MEI. Para funcionários públicos estaduais e municipais, a legislação varia e deve ser consultada conforme o caso. Quem já é titular, sócio ou administrador de outra empresa também não pode abrir um MEI.

Empregados com carteira assinada podem abrir um MEI para trabalhar “por fora” do emprego, mas, em caso de demissão sem justa causa, não terão direito ao Seguro-Desemprego. Quem já recebe, pode ter o benefício cancelado ao abrir um MEI.

Quais as vantagens de se tornar um MEI?

Sair da informalidade e abrir um MEI oferece várias vantagens ao profissional. A primeira delas é ganhar um CNPJ, que confere credibilidade aos seus potenciais clientes. De posse dele, você pode assinar contratos como pessoa jurídica e também abrir conta empresarial em bancos.

Um MEI pode emitir Notas Fiscais, exigência de muitos clientes, especialmente empresas, para comprar mercadorias ou serviços. Isso inclui a Nota Fiscal Eletrônica, que pode ser emitida com poucos cliques, do computador da sua casa, sem necessidade de talão de papel. De posse do CNPJ do MEI, o empreendedor pode também tomar empréstimos em bancos como pessoa jurídica.

Um MEI adquire cobertura previdenciária para si e seus dependentes. Havendo tempo de contribuição mínimo de 180 meses (15 anos), tem direito a aposentadoria por idade aos 60 anos (mulheres) ou 65 anos (homens). A partir de 12 meses de contribuição, já tem direito a auxílio-doença e aposentadoria por invalidez. A partir de 10 meses, pode reivindicar salário-maternidade.

Finalmente, a carga tributária do MEI é bem baixa em relação à de empresas maiores ou de um trabalhador com carteira assinada, trazendo vantagens aos profissionais que se enquadram nessa categoria.

Já sabendo de tudo isso, quais são os passos para abrir de fato o seu MEI?

Acesse o Portal do Empreendedor e depois clique em Formalize-se. Os documentos que você vai precisar são:

  • CPF;
  • título de eleitor;
  • número do recibo da entrega do IRPF.

O procedimento é realmente bem simplificado dentro do site. Você vai precisar fazer a escolha da sua categoria e cadastrar seu endereço. Lembre-se de conferir bem a tabela e ver se a sua atividade se encaixa no formato MEI. Se não for o caso, talvez seja melhor você optar por abrir uma ME (Microempresa). Mas falaremos sobre isso em outro artigo.

Imediatamente ao fim do cadastro você já recebe o seu Certificado de Condição de Microempreendedor Individual, que também serve como alvará provisório. Para providenciar o definitivo, você deve ir até a Prefeitura da sua cidade. Se sua categoria for um comércio, você também vai precisar fazer a inscrição estadual. Para isso, consulte a Junta Comercial do seu Estado.

Com seu MEI funcionando plenamente, você precisa ficar atento a algumas obrigações, que são simples, mas precisam ser cumpridas. Todos os meses você precisa preencher o Relatório Mensal de Receitas e realizar o pagamento da guia de recolhimento mensal.

Além disso, uma vez por ano, você é obrigado a fazer a Declaração Anual Simplificada, um documento que vai constar todo o faturamento daquele ano.

E a Nota Fiscal?

Para a emissão de Nota Fiscal, você precisa consultar a Prefeitura da sua cidade para saber o procedimento local. Algumas cidades já permitem ao MEI a emissão de Nota Fiscal Eletrônica, que facilita muito o processo — mas não é obrigatória.

De forma geral, o procedimento será este:

  1. cadastre-se no Portal do Empreendedor e obtenha seu CNPJ de MEI;
  2. informe esse CNPJ na Prefeitura da sua cidade e consulte como fazer para emitir Nota Fiscal Eletrônica;
  3. adquira um serviço que permita a você emitir Notas Fiscais do computador da sua casa.

O MEI não é obrigado legalmente a emitir Notas Fiscais para consumidor pessoa física. Ressalta-se também que o ICMS ou ISS do MEI é pago dentro da taxa fixa todos os meses, e, portanto, ele está isento desses impostos a cada venda. Ou seja: a carga tributária do MEI não varia conforme as vendas aumentam, desde que o faturamento fique abaixo dos R$ 81.000,00 anuais.

E o Imposto de Renda?

Quem é MEI precisa declarar IR? Vamos por partes, pois isso é bem importante e gera muito conflito. Quem é MEI fica isento do pagamento do Imposto de Renda Pessoa Jurídica. Mas o de Pessoa Física precisa ser feito normalmente se você teve rendimentos superiores a R$ 40 mil no ano pelo MEI.

Você ainda precisa declarar IRPF se teve rendimentos tributáveis no ano superiores a R$ 28.559,70, ou seja, se além do MEI você tem alguma fonte de renda — como aluguéis ou trabalho com carteira assinada — que é tributada normalmente.

É por isso que mesmo tendo um MEI, para não correr riscos, o mais indicado é que você conte com o serviço de um contador ou de uma contabilidade online para que esse encaminhamento seja adequado e você não tenha problemas.

Como ocorre o desenquadramento do MEI?

Quando o faturamento ultrapassa os R$ 81.000 por ano, o negócio deixa de ser enquadrado nos benefícios do MEI é já é necessário abrir outro tipo de empresa. Se você seguir trabalhando sozinho, há duas possibilidades: o Empresário Individual e a Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (Eireli).

No primeiro caso, a pessoa física responde por dívidas da pessoa jurídica. No segundo, o empresário responde apenas até o limite do capital social da empresa.

Já se a expansão do seu negócio inclui a contratação de funcionários, é hora de considerar abrir uma Microempresa (ME) ou Empresa de Pequeno Porte (EPP). No primeiro caso, o faturamento é de até R$ 360.000 por ano; no segundo, de até R$ 3,6 milhões por ano. É importante ressaltar que estamos falando de faturamento e não de lucro.

Para dar baixa no MEI, o processo também é feito no Portal do Empreendedor. A baixa é feita mesmo se o MEI estiver com débitos trabalhistas ou tributários. Essas obrigações serão cobradas posteriormente. Após dar baixa, esse CNPJ é irrecuperável. A mesma pessoa pode criar outro MEI depois, com outro CNPJ.

Mais informações sobre o assunto?

Para finalizar, vamos listar algumas curiosidades pontuais sobre o MEI de forma simplificada:

  • você não tem custos para fazer o cadastro;
  • você pode ter até um funcionário com carteira assinada;
  • você não precisa ter um estabelecimento comercial — sua empresa pode funcionar na sua própria casa;
  • você pode escolher até 16 atividades simultâneas — a lista tem mais de 480 possibilidades;
  • com um MEI, você pode participar de licitações públicas.

O MEI é uma forma cada vez mais popular de formalizar o trabalho de profissionais autônomos. Ele permite a emissão de Notas Fiscais e concede um CNPJ para que você possa assinar contratos. Essa é a melhor porta de entrada para o empreendedor que está começando.

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Quais são os tipos de empresas? Saiba como abri-las!

Abrir uma empresa é uma forma de trabalhar com o que a gente gosta e, quem sabe, ganhar mais dinheiro do que faturaríamos em um emprego com carteira assinada. Ser dono do próprio negócio significa assumir mais controle sobre o próprio sucesso, mas você sabia que existem vários tipos de empresas no Brasil?

Um dos problemas mais comuns que o empreendedor encontra na hora de abrir um negócio é como escolher a categoria certa para o negócio que ele tem em mente. Por isso, o mínimo a fazer é conhecer todas as possibilidades para escolher a que melhor se encaixe na sua realidade.

Neste texto você vai conhecer as principais categorias de empresas existentes na nossa legislação, assim como seus prós e contras. Depois, vai aprender um pouco sobre como abrir cada uma delas. Confira!

Microempreendedor Individual (MEI)

Criada em 2008 pelo governo, o MEI é uma categoria para arrecadar impostos de trabalhadores informais e ajudar a formalização dos negócios de menor porte. Entre os tipos de empresas, é o mais fácil de abrir e, por isso, é possível obter um CNPJ em poucos minutos.

Quem atua como MEI pode faturar até R$ 81 mil por ano — ou seja, em média, R$ 6.750 por mês. Quando esse valor é ultrapassado, o empreendedor deve passar para outra categoria.

O MEI é o tipo de empresa mais fácil de abrir e o que paga menos impostos, que é recolhido por meio do pagamento de um boleto mensal. Entre suas desvantagens está o fato de que ele é limitado a um faturamento anual baixo e pode empregar, no máximo, só um funcionário.

Empresário Individual

O Empresário Individual pode tanto ser Microempresa (ME) quanto Empresa de Pequeno Porte (EPP) — tudo depende do faturamento do negócio. Trata-se essencialmente de um CNPJ para que uma pessoa exerça atividades de faturamento mais alto, que pode chegar a R$ 3,6 milhões por ano — em média até R$ 300 mil por mês.

Empresa Individual de Responsabilidade Limitada

A famosa Eireli é semelhante ao Empresário Individual, mas com uma grande vantagem. A responsabilidade do dono é limitada ao capital da empresa. A desvantagem é justamente exigir esse capital social, que deve ser de, pelo menos, 100 salários mínimos.

Sociedade Limitada

São empresas com dois ou mais sócios, cujo nome termina em “Ltda.” Essa marca significa exatamente que a responsabilidade dos sócios está limitada ao capital social da empresa. Sociedades limitadas oferecem oportunidades de crescimento, mas exigem dividir as decisões com sócios e o pagamento de pró-labore para o administrador.

Sociedade Anônima

As empresas S.A. possuem acionistas — e não apenas sócios — e os papéis podem ou não ser negociados em Bolsa. Este tipo de empresa é o que oferece a maior possibilidade de capitalização e, por isso, atrai interessados em comprar títulos. Naturalmente, com isto vem a responsabilidade de distribuir lucros aos acionistas.

Bônus: Como abrir um negócio e escolher entre os diferentes modelos de empresas?

A melhor decisão entre os diferentes modelos de empresas vai depender de alguns fatores e entre eles está o faturamento. Um empreendedor que está no início do seu negócio ainda não tem grande faturamento vai naturalmente optar pelo MEI, que pode ser aberto pelo Portal do Empreendedor em poucos cliques.

A opção entre as diferentes categorias de empresas maiores vai depender da natureza do seu serviço e, por isso, você precisa se questionar se consegue fazer a atividade sozinho ou precisa contratar funcionários, além de pensar no seu capital ou se precisa de acionistas para abrir o negócio.

Por fim, é preciso salientar que a abertura dos tipos de empresas que não são MEI exige alguns passos importantes, que podem incluir o registro na Junta Comercial e a redação de um contrato social. Agora que você sabe mais sobre eles, é hora de colocar as mãos à obra.

E aí, gostou do conteúdo do post? Quer continuar a aprender sobre o assunto? Então entenda de uma vez por todas como registrar uma empresa e aproveite nossas dicas!

Descubra as vantagens de armazenar documentos online para PME

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Manter e organizar registros é uma tarefa essencial para o sucesso de qualquer negócio. A prática faz parte também de suas obrigações legais, já que toda empresa precisa armazenar informações fiscais e prestar contas à Receita. Tudo isso pode ser feito de forma mais fácil e com mais precisão e segurança com o armazenamento dos documentos online.

Neste texto, você conhecerá melhor a importância de uma boa gestão de arquivos digitais, aprenderá sobre as vantagens de ter os documentos online para as PME e terá mais clareza sobre como fazer isso de forma prática. Confira!

Qual é a importância da gestão de documentos?

Nunca é tarde para começar a usar um bom sistema de documentação em sua empresa. Trata-se de uma parte importante da gestão do negócio, ajudando a assegurar que você está cumprindo com todas as obrigações legais e tributárias. A seguir, vamos explorar alguns benefícios de manter registros precisos e atualizados:

Atender obrigações fiscais

Acontece em muitas empresas: todos os meses, na preparação dos documentos para o cálculo de impostos, a equipe perde muitas horas de trabalho levantando as informações necessárias para prestar contas e, às vezes, tem que fazer até hora extra.

legislação tributária no Brasil é grande, complexa e sofre constantes modificações. Com a documentação sempre organizada, esse trabalho fica muito mais fácil e sua empresa perde menos tempo na hora de enviar as informações para o contador.

Outro ponto importante, talvez o mais importante, é a armazenagem das Notas Fiscais Eletrônicas, pois trata-se de obrigação fiscal. A empresa tem o dever de armazenar de forma organizada pelo prazo mínimo de 5 anos todas as Notas Fiscais emitidas e recebidas, e quando falamos de Nota Fiscal Eletronica (NFE) não se trata do arquivo em formato PDF, mas sim do arquivo fiscal digital em formato .XML. Num caso de fiscalização e não atendimento às regras de arquivamento, pode haver a incidência de multas altíssimas.

Tomar decisões melhores

Pense em toda a documentação que a sua empresa produz: ordens de compra, notas fiscais, folhas de pagamento, balancetes, planilhas de todo tipo, dentre outros. São muitas as informações, e organizar apenas uma ou outra parte em lugares diferentes pode dar uma impressão errada da saúde do negócio.

Por exemplo, a empresa pode estar vendendo muito e emitindo várias notas fiscais de alto valor, mas, também, comprando ou se endividando. Com a documentação organizada, fica mais fácil visualizar o que está acontecendo e tomar decisões melhores.

Demonstrar a situação financeira para credores e investidores

Você emprestaria dinheiro para alguém cujas finanças você não consegue entender? Se sua resposta é “não”, a do banco provavelmente também será quando uma empresa que não tenha todas as informações organizadas precise de crédito. Uma boa gestão de documentos não apenas ajuda o administrador do negócio, mas dá ao investidor ou instituição financeira mais segurança para conceder um empréstimo ou fazer investimentos.

Quais as vantagens de armazenar documentos online?

Agora você já conhece as vantagens de uma gestão de documentos de forma geral. Mas, qual é a melhor forma de fazer isso? A maneira tradicional é documentar tudo em papel, distribuindo pastas em pesados arquivos, gavetas e assim por diante.

Muitas organizações, por outro lado, já aprenderam a levar as informações para o computador. Dados do Sebrae mostram que 16% das empresas pretendem ter sistemas de gestão eletrônica de documentos.

Contudo, apenas transferir esses dados para a máquina não é suficiente. Muitos dos problemas do papel permanecem na mera gestão eletrônica, sendo assim, é melhor fazer uma gestão dos documentos online, ou seja, conectada à internet. Essa prática tem vários benefícios para o seu negócio, como veremos a seguir.

Redução da burocracia

A documentação dentro da empresa é algo muito sério — especialmente aquela que lida com obrigações fiscais, como apuração de impostos, documentos fiscais e entrega de balancetes . Por essa razão, implementa-se um fluxo de trabalho com muitas etapas, evitando erros e fraudes.

No entanto, com a gestão de documentos online, os próprios protocolos se encarregam de fornecer segurança, reduzindo o número de etapas necessárias. Os softwares fazem a conferência dos registros e mantêm a integridade jurídica dos dados.

Segurança do backup

Um registro no computador não é necessariamente mais seguro do que em papel. O arquivo pode ser corrompido, deletado por acidente ou ter o acesso dificultado em caso de atualização do software usado para abri-lo.

Com a gestão de documentos online, os arquivos estão hospedados em um servidor externo, ou seja, fora da empresa. O fornecedor se encarrega de fazer o backup e assegurar o acesso aos dados. Dessa forma, não há risco de sua empresa perder a documentação.

Segurança da informação

Outro problema que pode ocorrer com as informações nos computadores da empresa é que, sem a política de informática adequada, o arquivo pode ser copiado por um hacker ou acessado por um funcionário com intenção maliciosa. A gestão de documentos online é mais segura, já que o fornecedor tem um serviço especializado em proteger os dados.

Simplificação da forma de trabalhar

Muitas empresas ainda adotam uma forma antiquada de trabalhar: o envio de e-mails com documentos anexos, atualizados constantemente. O processo é lento e consome cada vez mais tempo e dados conforme o tamanho do arquivo cresce. Além disso, fica difícil identificar qual é realmente a versão mais recente.

A gestão de documentos online, por sua vez, elimina a necessidade desses e-mails e qualquer pessoa autorizada a acessar os documentos enxergará a mesma coisa.

Redução de custos

A gestão de documentos online é mais econômica. Seu negócio não precisa comprar e manter grandes servidores ou arquivos físicos para armazenar os documentos. Além disso, ela corta gastos com papel, tinta e impressoras.

Ao enviar os documentos pela internet, os custos com motoboys e despachantes são eliminados, bem como as possíveis perdas de prazo nos envios por causa de engarrafamentos. Com a digitalização, a organização pode até ganhar espaço removendo estantes e prateleiras que antes guardavam pesados arquivos em papel.

Como ter documentos online em qualquer lugar?

A gestão de documentos online é feita “na nuvem”. Isso quer dizer que as informações da sua empresa ficam armazenadas nos computadores de um fornecedor especializado e são acessíveis pela internet.

Isso funciona da mesma forma que os aplicativos de smartphone com os quais você já está acostumado. A maior parte das informações não está no seu aparelho, mas, sim, nos servidores da empresa — como seus e-mails do Gmail ficam nos servidores do Google.

A gestão de documentos online significa que eles podem ser acessados de qualquer lugar. Você ou os funcionários autorizados podem ler e mostrar demonstrativos financeiros, documentos de registro da empresa, como contrato social e CNPJ, tudo em um tablet, laptop ou smartphone quando estiverem num almoço ou viagem de negócios, por exemplo. Em outras palavras, é possível fazer mais trabalhos com mais precisão e em menos tempo.

Agora que você entende melhor os benefícios de armazenar documentos online para a sua empresa, entre em contato conosco agora mesmo e vamos conversar sobre as soluções mais interessantes para o seu negócio!

Entenda os custos de sua folha de pagamento e como gerenciá-la

Funcionários talentosos, motivados e produtivos são fundamentais para o sucesso de qualquer empresa, daí a importância da folha de pagamento. Saber calculá-la e gerenciá-la corretamente também evita que o negócio perca dinheiro com juros e multas.

Uma folha de pagamento bem administrada minimiza possibilidades de pagamentos desnecessários e ajuda a manter seus funcionários motivados, pois não haverá dúvidas a respeito da relação existente entre eles e sua empresa.

Mas, você sabe o que é folha de pagamento e a melhor forma de administrá-la? Vamos te ensinar neste artigo.

O que é folha de pagamento? 

É a lista das remunerações pagas aos funcionários da empresa. É importante usar a palavra “remunerações” em vez de “salários” porque, muitas vezes, os salários líquidos correspondem a menos da metade da folha. Encargos trabalhistas como FGTS, INSS, vale-transporte e outros podem chegar a 60% do custo.

Como calcular a folha de pagamento? 

O cálculo preciso da folha exige conhecimentos de rotinas de departamento pessoal e legislação trabalhista. O regime tributário adotado pela empresa também faz diferença. Por isso, pode ser útil contar com ajuda especializada para essa tarefa. No entanto, existem algumas noções básicas que todos podemos dominar.

Os encargos básicos que devem constar na folha, pagos pela empresa, são:

  • 8% de FGTS;
  • salário de férias com um terço a mais (quem recebe R$ 1.000 por mês tem R$ 1.333,33 de férias);
  • 13º salário.

E existem ainda dois encargos deduzidos do salário do trabalhador:

  • 8% a 11% de INSS;
  • até 6% do salário para vale-transporte (se for necessário mais do que isso, a diferença é custeada pela empresa).

Informação importante: esses encargos continuam sendo obrigatórios mesmo após a reforma trabalhista.

Quais as melhores dicas para gerenciar a folha? 

Alguns processos gerenciais ajudam na administração da folha. Confira a seguir.

Classificar funcionários por categorias

Cada profissão é regida pela respectiva convenção coletiva e, quanto maior for a empresa, maior será o número de sindicatos envolvidos. Agrupar os colaboradores em categorias vai ajudar a seguir as normas.

Manter contato estreito com a contabilidade

A contabilidade da empresa deve estar em dia para garantir que haverá dinheiro em caixa para cumprir com todas as obrigações, inclusive o pagamento de férias, 13º e eventuais licenças-maternidade.

Manter um livro de ponto

É preciso manter um registro atualizado de faltas, horas extras, trabalho noturno e outros itens que afetam a folha. Isso também ajuda a empresa a não ser “surpreendida” quando um funcionário tira férias e a sua ausência prejudica o dia a dia do negócio.

Contar com a tecnologia

Ferramentas online de gestão facilitam e muito o trabalho com a folha e podem disparar lembretes de modo a fazer a equipe se planejar melhor para o pagamento das obrigações.

Quais problemas posso ter com a folha de pagamento?

A negligência ou a falta de cuidado com a folha podem gerar vários problemas para a empresa. O primeiro deles é o prejuízo com juros e multas quando o negócio não tem dinheiro em caixa para pagar obrigações, como FGTS, em dia. Além disso, atrasar o pagamento dos funcionários deixa sua equipe desmotivada e pode levar os melhores talentos a saírem da empresa. 

Como você viu neste artigo, gerenciar uma folha de pagamento é muito importante e requer bastante trabalho. Por isso, você também poderá achar útil nosso texto Conheça 7 vantagens da contabilidade online. Boa leitura!

Contabilidade online: saiba como funciona esse serviço

O serviço contábil é fundamental em qualquer negócio. Isso porque, para sobreviver, uma empresa precisa ter lucro e pagar impostos — e é a fim de assegurar que todo esse processo corra bem que existe a contabilidade. Mas você sabia que é possível facilitar ainda mais o dia a dia da organização por meio da contabilidade online?

Neste texto, abordaremos tudo sobre o funcionamento dessa solução. Primeiramente, vamos falar da importância da contabilidade para as empresas e, depois, sobre o que é e como opera a contabilidade online. Em seguida, explicaremos as principais diferenças em relação à tradicional — como a agilidade e a facilidade — e, por fim, por que esse serviço é vantajoso e o que deve ser observado na hora de contratá-lo. Acompanhe!

O que é contabilidade?

A contabilidade possibilita avaliar se, em determinado período, o negócio obteve resultado positivo (lucro) ou resultado negativo (prejuízo), além de apresentar seus direitos (ativos) e obrigações (passivos).

A contabilidade é responsável por:

  • métodos para registrar transações (como ordens de compra e notas fiscais);
  • registrar as compras e vendas, traduzindo essas informações em dados confiáveis;
  • traduzir os registros financeiros em padrões adequados para a tomada de decisão;
  • conduzir auditorias internas;
  • oportunizar dados confiáveis para auditorias;
  • com base nas informações obtidas, identificar qual tributação é mais adequada ao seu negócio.

O que é e como funciona a contabilidade online?

A contabilidade online é um serviço localizado na nuvem, ou seja, em servidores externos. Isso significa que é necessária uma conexão com a internet para usá-la. E, também, que ela pode ser acessada de qualquer lugar, inclusive de um tablet ou smartphone. Assim, é possível acessar o sistema de onde você estiver, até mesmo da sala de espera do dentista ou do saguão do aeroporto. Seus serviços incluem:

  • auxílio em todas as etapas de abertura da empresa;
  • apuração dos impostos e identificação do que a empresa precisa pagar; 
  • assistência na composição de contratos e obrigações societárias;
  • organização do processo de pagamento de salário dos funcionários e retirada do pró-labore.

Adotar uma contabilidade online (em vez de usar um escritório tradicional) faz grande diferença de uma perspectiva prática. A seguir, confira algumas vantagens dessa solução. 

Quais as diferenças entre o serviço online e o tradicional?

Os objetivos da contabilidade permanecem, mas os métodos online buscam alcançá-los de forma mais eficiente. Veja as diferenças entre a online e a tradicional!

Mais fácil de fazer

Os serviços de contabilidade online são fáceis de aprender e usar na operação do dia a dia da organização. A empresa assinante do serviço pode atualizar as contas com poucos envios de dados ao sistema. Informações de extratos bancários e recibos podem ser carregadas automaticamente e processadas nas categorias adequadas.

Segurança

As informações contábeis da empresa ficam protegidas por um sofisticado sistema de segurança online. Além disso, como está tudo concentrado em único lugar, é mais difícil alguma informação se perder ou vazar. Quando está tudo em papel, os documentos importantes podem se perder.

Um funcionário pode esquecê-lo em uma gaveta, por exemplo. Ou a única pessoa que sabe ao certo onde o documento se localiza pode estar de férias no momento em que a empresa precisa dele. Com a contabilidade online, todas as informações importantes ficam disponíveis 24 horas por dia e na mesma plataforma.

Consistência e precisão

Uma das atividades mais importantes da contabilidade em qualquer empresa é fazer os números “baterem”, isto é, as informações como valores, CNPJ, endereço, etc. devem ser consistentes com a realidade e coerentes entre si. A organização trazida pela contabilidade online ajuda a empresa a reduzir o erro humano.

É mais fácil produzir documentos consistentes se está tudo organizado na mesma plataforma, reduzindo, também, o risco de erros de digitação.

Custo

Um dos grandes benefícios da contabilidade online é o custo: especialmente em pequenas e médias empresas, o gasto com contabilidade é alto em relação à receita. O serviço online é mais barato, seu custo é mais fácil de controlar e, por ser muito fácil de usar, o investimento para treinar os funcionários é pequeno.

As empresas online normalmente vendem assinaturas, de modo que seu negócio paga apenas um pouco por mês.

Por que a contabilidade online é vantajosa?

Você já viu várias diferenças em relação à contabilidade tradicional que tornam a online interessante, mas existem algumas vantagens desse serviço especialmente marcantes. Entenda!

Agilidade 

A contabilidade online oferece facilidade e rapidez no atendimento ao cliente. Enquanto escritórios tradicionais são lentos para responder a dúvidas e entregar tarefas, a solução online é focada em oferecer rápido atendimento.

Disponibilidade

Como a solução é 100% online, o administrador pode acessar e acompanhar as informações da empresa a qualquer momento e em qualquer lugar, usando computador, notebook ou smartphone. Dá para conferir um balanço entre uma reunião e outra ou durante um almoço de negócios, por exemplo.

Produtividade

Trabalhar com papelada é tedioso, cansativo e pode gerar distrações e erros. Com a contabilidade online, seus funcionários gastam menos tempo com a burocracia contábil e mais tempo com a atividade-fim da empresa. Além disso, todo mundo é poupado dos deslocamentos ao escritório de contabilidade, bem como do entra e sai de documentos de papel.

O que observar na hora de contratar uma empresa da área?

Na hora de contratar, é importante entender quais os serviços que a empresa oferece e se eles vão ajudar o dia a dia do seu negócio. Pergunte sobre a disponibilidade e horários de suporte (inclusive para tirar dúvidas) e sobre os diferentes preços e planos. Finalmente, verifique se a empresa goza de boa reputação no mercado e como ela atende aos clientes já existentes.

Buscar uma empresa de qualidade é fundamental para garantir uma boa prestação de serviços. A ContaÁgil nasceu para facilitar e desburocratizar as rotinas contábeis das empresas. Com ferramentas tecnológicas e expertise no mercado contábil, entrega serviços contábeis confiáveis a preço justo.

Se este artigo foi útil para você e você quer entender como a contabilidade online pode contribuir com sua empresa na prática, entre agora em contato conosco e comece a mudar o futuro do seu negócio!

O que é pró-labore? Entenda agora como ele funciona!

O valor de retirada de pró-labore é assunto em pauta entre os sócios de uma empresa que buscam a devida remuneração perante o negócio. Contudo, a maioria dos empreendedores não sabe o que é pró-labore.

O tema pode ser polêmico e gerar muitas dúvidas, uma vez que existem várias informações divergentes na Internet a respeito da obrigatoriedade, da definição de valores, da diferença entre pró-labore e divisão de lucros, dentre outras particularidades.

Devido à importância do tema relacionado a esse tópico, nós decidimos elaborar um conteúdo com a intenção de esclarecer as principais dúvidas dos empresários sobre pró-labore. Acompanhe e confira!

O que é pró-labore?

O pró-labore é o provento que os sócios recebem pelo trabalho desenvolvido dentro da empresa. Todos os membros da sociedade que exercem alguma função, então, têm direito ao pró-labore. Porém, para fazer valer seu direito, é essencial que esteja circunstanciada, no contrato social da empresa, a imagem do administrador, que pode ser formada por uma ou mais pessoas.

Ao explicar o que é pró-labore, muitos podem achar que essa remuneração é um tipo de salário entregue aos sócios, certo? Tecnicamente, sim! Porém, é preciso tomar cuidado ao comparar essa remuneração com salários de funcionários contratados conforme as leis trabalhistas.

Qual a diferença entre pró-labore e salário?

Como já foi mencionado, os sócios que não exercem funções dentro da empresa não devem receber o pró-labore. Contudo, aqueles que têm direito à remuneração não têm benefícios trabalhistas, como férias, FGTS, décimo terceiro salário, dentre outros. Logo, o provento dos sócios-administradores não inclui esses valores.

Em virtude disso e de outros aspectos, nós não podemos dizer que salário e pró-labore são a mesma coisa, certo?

Qual é a obrigatoriedade do pró-labore?

Agora que você já sabe o que é pró-labore, é necessário explicar qual a exigência do governo sobre essa questão. Primeiramente, devemos deixar claro que a remuneração dos sócios-administradores é obrigatória.

Contudo, essa obrigatoriedade só existe mediante o seu primeiro faturamento (receita). Os sócios que estão no contrato social precisam pagar a previdência na condição de contribuintes obrigatórios. Portanto, essas questões precisam ser registradas. Caso contrário, a empresa pode ser questionada pela Receita Federal e, assim, você pode ter que pagar a quantia correta do INSS.

Como definir a quantia para pagamento dos sócios?

Dentro da legislação brasileira, o pró-labore é diferente do salário, portanto, não há definições sobre valores para retirada da remuneração dos sócios-administradores. Contudo, uma boa dica para os empreendedores que precisam estipular o valor de retirada do pró-labore é se imaginar empregando alguém.

Quanto você pagaria para um funcionário que realizasse a função de administrador do seu negócio? Essa pergunta pode ser fundamental para chegar a um valor justo.

Abaixo, segue um passo a passo para ajudá-lo a definir o valor de pró-labore:

  • defina as atividades que o sócio desempenhará na empresa;
  • faça uma pesquisa de mercado para avaliar a média salarial do profissional que realiza as mesmas atividades em outras sociedades;
  • defina o pró-labore baseado no salário do mercado;
  • pense no valor mensalmente, como um tipo de “salário”;
  • formalize o acordo de pró-labore para que tenha validade jurídica no direito trabalhista. Você pode fazer isso por meio do contrato social, criando cláusulas específicas e registrando na junta comercial do seu estado.

Lembramos que, para manter o bom controle em relação ao pagamento do pró-labore, é recomendável que a empresa faça uma transferência única para a conta corrente do sócio-administrador. É fundamental que o valor da remuneração não se misture ao que se refere à distribuição de lucro, justamente para não infringir as leis e, assim, evitar problemas com o Fisco.

E aí, curtiu nosso conteúdo? Conseguimos esclarecer todas as suas dúvidas sobre o que é pró-labore? Caso tenha interesse pelo tema, não deixe de assinar nossa newsletter para receber, na íntegra, mais informações sobre o universo contábil.

Fluxo de caixa: tenha controle sobre as finanças da sua empresa

O fluxo de caixa é uma das ferramentas mais importantes e eficientes para fazer a gestão financeira de uma empresa. O objetivo dela é registrar (e também projetar) o resultado de todas as movimentações financeiras do seu caixa.

Mas o que é um fluxo de caixa? Simples: é o registro de entrada e saída dos recursos financeiros da empresa. Quando a entrada é maior do que a saída, temos um saldo positivo. Já, quando a saída é maior, você provavelmente entrará no vermelho e terá prejuízos.

Um fluxo de caixa pode ser diário, semanal, mensal ou anual. Além dos registros, é importante que ele tenha projeções e estimativas. Também é essencial que você contabilize os saldos dos ciclos anteriores para ir compondo sua disponibilidade de caixa.

Mas como fazer isso de uma forma prática e eficiente? Listamos aqui algumas dicas. Acompanhe a seguir!

Determine qual será sua periodicidade

Já falamos que o fluxo pode ser diário, semanal, mensal ou anual. Não importa o formato, você precisa determinar essa periodicidade. Ninguém melhor do que você para analisar qual é o volume de movimentação da sua empresa o melhor período para fazer esse controle. Mas é fundamental que os dados sejam constantemente atualizados e suas anotações alimentadas com todas as movimentações financeiras efetuadas.

Analise suas entradas e seus pagamentos para compor seu fluxo de caixa. Se você não tem demanda para fazer um fluxo diário ou semanal, organize as finanças do mês. Isso pode ajudar muito na hora de prever gastos e pagamentos que precisam ser feitos futuramente, sem que você comprometa o dinheiro antecipadamente.

Contas a receber

Para ter controle total, você precisa saber exatamente quanto tem para receber e como agir em cada situação. Por exemplo, você pode ligar e manter um contato mais pessoal com devedores de valores mais altos e que estão mais atrasados. Com aqueles que devem menos, você pode mandar apenas um e-mail para manter a comunicação. O importante é não deixar ninguém esquecer-se de que deve dinheiro para sua empresa.

Você também deve facilitar o pagamento e diversificar as opções. Quanto mais opções e facilidades sua empresa oferecer, mais simples será para seus clientes ficarem em dia. Outra boa sugestão é oferecer descontos para quem adiantar pagamentos.

Contas a pagar

Para ter equilíbrio, você precisa saber exatamente quais são suas obrigações financeiras. Gerencie suas contas e pague todas em dia, evitando gastos desnecessários com multas e atrasos. Para facilitar, coloque suas contas básicas (água, luz e gás) em débito automático.

Prepare-se para imprevistos

Os imprevistos sempre acontecem. Quanto mais preparado você estiver, menos eles afetarão seu negócio. Por isso, você deve ter uma boa reserva de rendimentos para eventualidades, como acidentes de trabalho, manutenções inesperadas de computadores e crises no mercado econômico.

Mas como o fluxo de caixa pode ajudar nisso? Simples: separe um valor mensal (já previsto no seu planejamento) e chame de fundo de emergência. Coloque depósitos regulares a partir do fluxo de caixa da empresa, e você estará preparado para qualquer imprevisto.

Defina objetivos

É com o fluxo de caixa que você pode projetar o que vem pela frente. Em cenários de crise, isso é essencial para que sua empresa não seja muito afetada por períodos de baixa.

Mas podemos e devemos pensar positivamente. É olhando para o seu fluxo de caixa que você pode pensar em expandir ou fazer investimentos no seu negócio.

Estipule objetivos e metas e vá à busca deles. Lembre-se: se você não sabe aonde quer chegar, nenhum vento será favorável.

Seja organizado

Não existe um método específico e correto para fazer seu fluxo de caixa. Alguns empresários escolhem utilizar um método analógico, fazendo anotações e contas em papel. Outros escolhem contratar uma ferramenta para auxiliar no gerenciamento. Mas você pode facilmente encontrar planilhas gratuitas totalmente preparadas para ajudar você com o controle financeiro da sua empresa.

Entenda a importância de manter controle sobre o fluxo de caixa

O fluxo de caixa pode ser imaginado como um reservatório de água. O líquido entra por uma fonte e sai por outra extremidade. Se o fluxo de saída for mais forte que o de entrada, logo o reservatório secará. E se isso acontecer com as finanças da sua empresa, ela logo estará sem dinheiro para pagar suas obrigações, como impostos, folhas de pagamento e aluguel.

Os principais problemas de não gerenciar corretamente o fluxo de caixa são:

Prejuízos

Sem planejamento, sua empresa pode encontrar-se sem dinheiro em caixa para pagar impostos e outras obrigações. Acabará tendo de pagar mais ainda, em juros e multas.

Oportunidades perdidas

O controle de fluxo de caixa permite ao seu negócio enxergar com mais clareza as principais fontes de receitas e os clientes que custam mais caro, por serem inadimplentes ou adquirirem produtos de menor rentabilidade. Também será possível identificar em quais momentos a empresa tem mais dinheiro nas mãos e pode fazer um investimento, ou adiar um pagamento.

Falta de liquidez

Especialmente em momentos em que o crédito é difícil de arrumar, a empresa pode ter que se financiar com o próprio dinheiro. O fluxo de caixa permite saber quando é possível fazer isso com segurança.

Insatisfação dos clientes

Sem controle do fluxo, sua empresa pode ter de atrasar entregas porque não teve dinheiro para comprar ou enviar produtos, ou, ainda, contratar um funcionário a mais para atender os clientes. Já, com a gerência correta, o negócio entrega tudo no prazo e toma decisões melhores.

Tipos e formas de uso de fluxo de caixa

Um fluxo de caixa típico lista as fontes e os usos de dinheiro (como vimos acima) e divide-se em três componentes:

  • Operacional — o famoso capital de giro, aquele gerado por operações internas, como as vendas do seu negócio, e que está sob o seu controle.
  • Investimentos — gerado por tarefas que não são a atividade-fim da empresa, como aquisição de imóveis, equipamentos e outros ativos fixos. Discrimina a aquisição de bens que são importantes para a empresa trabalhar.
  • Financeiro — é o dinheiro de e para fontes externas, como credores, investidores e acionistas. Empréstimos, amortizações, emissão de debêntures e ações e pagamento de dividendos estão entre os itens incluídos nesta parte.

Neste artigo, você aprendeu sobre os principais passos para gerenciar o fluxo de caixa:

  • Determinar a periodicidade — o fluxo de caixa só funciona se determinarmos um período. Ele pode ser diário, semanal, mensal ou anual, dependendo do volume de transações da empresa e do objetivo.
  • Listar as contas a receber — registrar o dinheiro das vendas constantes das notas fiscais emitidas, das vendas a prazo (parceladas) e de dívidas atrasadas.
  • Pontuar as contas a pagar — identificar quais contas naquele período a empresa deve pagar, como salários, compras, contas de água e eletricidade, aluguel de espaço comercial e impostos.
  • Contribuir para o fundo de emergência — reservar uma pequena parcela das receitas a cada período para a empresa usar em caso de necessidade, como fazer um conserto, recompensar um cliente que recebeu um produto com defeito ou pagar uma viagem de negócios que não estava prevista.
  • Definir metas — traçar um objetivo, como atingir certo volume de vendas ou de lucro, permitirá usar o fluxo de caixa como uma ferramenta. A administração passa a fazer simulações, como “qual deve ser o volume X de receita para alcançarmos o retorno sobre investimento Y?”. Assim, o fluxo de caixa ganha ainda mais utilidade e ajuda a empresa a crescer.

Nós, da Conta Ágil, construímos uma planilha pensando em tudo o que você precisa saber sobre seu fluxo de caixa. Nela, você tem acesso aos seus gastos totais, consegue ter uma fotografia completa da saúde financeira do seu negócio, com gráficos ilustrativos demonstrando os resultados.

Baixe aqui e comece a controlar seu fluxo de caixa agora mesmo!

3 dicas para ter sucesso na gestão de pequenas empresas

Como empresário, você conhece os fundamentos básicos para alcançar uma boa gestão de pequenas empresas? Para que um negócio prospere, é necessário que o empreendedor atente para alguns aspectos fundamentais que sucedem uma administração de sucesso, como organização, planejamento e conhecimento.

No entanto, é muito comum vermos gestores cometendo erros triviais na administração de um negócio, algo que deve ser observado com muita atenção, visto que equívocos relativos à gestão de pequenas empresas podem causar graves danos (ou até mesmo levar uma empresa à falência).

Pensando nisso, elaboramos este post, no qual você vai ter acesso a 3 valiosas dicas para potencializar a sua percepção sobre administração de empresas de pequeno porte — ou seja, exatamente o que você precisa saber para alcançar ótimos resultados. Ficou interessado(a)? Então, acompanhe!

1. Estabeleça metas

As tarefas que são exercidas pelo gestor oscilam conforme o tamanho da empresa e a demanda. Contudo, para elaborar um planejamento eficiente para o seu tipo de negócio de forma consciente, é preciso ponderar tópicos relevantes, como objetivos e metas.

Definir o propósito é o passo mais importante para aperfeiçoar a gestão organizacional. Então, concentre a sua energia em uma única direção. Quanto mais claro for o objetivo, mais fácil se torna a missão do empreendedor. Para isso, defina metas mensuráveis que o negócio seja capaz de alcançar em um prazo definido, e que levem ao objetivo proposto.

2. Organize as finanças

O dever principal do empreendedor é estruturar o setor mais importante do seu negócio: o financeiro. Para isso, é preciso que alguns mecanismos sejam colocados em prática. São eles:

  • reservar dinheiro na conta da empresa;
  • determinar os valores de pró-labore;
  • utilizar o fluxo de caixa para controlar receitas e despesas.

A finalidade de cada ação é tornar mais fácil o controle sobre os princípios básicos da área financeira de uma empresa. Por outro lado, existem hábitos administrativos que são extremamente nocivos para a gestão de pequenas empresas, que ferem e danificam a sua evolução, como:

  • pagar dívidas pessoais com o dinheiro da empresa;
  • utilizar o patrimônio pessoal para cobrir rombos da companhia;
  • misturar as contas domésticas com da empresa.

3. Busque assessoria contábil

Contar com o auxílio de uma empresa de contabilidade online é uma excelente alternativa para o empresário na gestão de pequenos negócios. Isso porque disponibiliza honorários mais acessíveis, devido à tecnologia empregada, além de profissionais capacitados que podem colaborar em diversas rotinas, tais como:

  • declarações fiscais;
  • folha de pagamento;
  • pró-labore;
  • planejamento tributário;
  • elaboração de relatórios contábeis.

E esses são apenas alguns dos benefícios que uma empresa especializada na área contábil pode oferecer para os empresários que têm dificuldades em administrar a parte contábil de uma empresa.

Com experiência em seu nicho de operação, uma empresa confiável nesse ramo oferece serviços qualificados e eficazes ao empresário, incluindo orientações para melhorar a atuação no segmento de atividade (seja ele qual for) e assessoria personalizada nos inúmeros setores em que seu negócio pode e precisa crescer.

Gostou dessas dicas sobre gestão de pequenas empresas? Se deseja aprimorar seus conhecimentos sobre gestão financeira, siga conosco e leia agora o nosso post sobre fluxo de caixa e aprenda como ter controle sobre as finanças da sua empresa com essa importante ferramenta administrativa!

Carga tributária: como reduzir os impostos da PME

Como a carga tributária no Brasil é muito elevada, empreendedores e administradores enfrentam constantes desafios para manter o negócio funcionando e fazê-lo crescer. É preciso entender a complexa legislação tributária, reservar dinheiro em caixa para cumprir as obrigações e incluir os impostos no planejamento.

Uma boa gestão financeira pode ajudar seu negócio a enfrentar essa carga tributária, mantendo o pagamento de tributos em dia. Ela pode até reduzir legalmente a quantidade de impostos que sua empresa precisa pagar, a chamada “elisão fiscal”. Neste artigo você vai aprender mais sobre o que você pode fazer para sua pequena ou média empresa pagar menos taxas.

Faça um diagnóstico da empresa

Para um médico tomar decisões acertadas sobre a saúde do paciente, ele precisa fazer exames e ter em mãos as informações adequadas. Com a carga tributária da empresa é a mesma coisa. A contabilidade deve estar em dia, de forma que a gestão saiba com precisão a receita, o lucro, o fluxo de caixa, os passivos e seus prazos etc. Isso vai orientar todas as decisões contábeis, incluindo a melhor forma de pagar menos impostos.

Escolha o regime tributário adequado

As pequenas e médias empresas têm basicamente três opções na hora de pagar impostos: aderir ao Simples Nacional, ao Lucro Presumido e o Lucro Real.

O Simples Nacional é uma opção atraente para muitos negócios, por unificar oito impostos (CPP, CSLL, COFINS, ICMS, IPI, IRPJ, ISS E PIS/PASEP). Porém, ele nem sempre é o mais barato. Isso acontece porque as alíquotas são diferentes para cada tipo de atividade econômica, conforme o CNAE da empresa. Daí a importância de consultar uma empresa de contabilidade antes de escolher o regime tributário.

A escolha entre Lucro Presumido e Lucro Real vai depender da contabilidade da empresa. O Lucro Presumido, naturalmente, costuma ser mais vantajoso quando as margens de lucro são grandes.

Procure oportunidades de incentivos fiscais

Um dos efeitos colaterais dos altos impostos é que autoridades estaduais ou municipais oferecem incentivos fiscais para certas empresas ou indústrias se instalarem em suas regiões. Explore oportunidades e considere instalar filiais ou mudar sua empresa de endereço se a isenção for vantajosa.

Faça uma agenda para administrar a carga tributária

Uma das dicas mais importantes para pagar menos impostos é pagá-los em dia, evitando juros e multas. Atrasos nos pagamentos são considerados sonegação fiscal e podem levar um juiz a determinar penhora e leilão de bens, bloqueio de contas bancárias e outros prejuízos. Para evitar esse problema, produza um calendário para assegurar que a empresa terá dinheiro em caixa para fazer os pagamentos em dia.

Conte com os serviços de uma boa empresa de contabilidade

A legislação tributária no Brasil não apenas é grande e complexa, como está em constante mudança. O governo pode alterar alíquotas ou lançar novos programas de refinanciamento, oferecendo oportunidades de abater juros e multas.

Tendo uma boa empresa de contabilidade como parceira, seu negócio pode ser orientado a mudar de regime tributário ou a aderir a um desses programas. O importante é entender que a contabilidade tributária faz parte da administração da empresa e, portanto, exige manutenção constante.

Com medidas simples, mas seguidas de forma séria, toda empresa pode reduzir sua carga tributária e evitar pagar mais impostos do que precisa. Basta estudar um pouco e pôr as mãos à obra.

Esperamos que este artigo tenha sido útil para você entender como uma empresa pode reduzir a carga tributária de forma legal e inteligente. Agora, complemente esse aprendizado lendo nosso artigo sobre a importância de uma boa contabilidade!